Blanquita – Ita Cunha


33ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2013.
Composição premiada pela Melhor Letra.

BLANQUITA

Letra: João Stimamilio
Musica: Carlos Madruga
Intérprete: Ita Cunha

Tordilho ligeiro, nas raias campeiras
Da cor das melenas, que o tempo pintou
A baba no freio do pingo “amilhado”
O céu estrelado, bandeira de paz…
Um rancho caiado, florada de trevo
O branco dos olhos de algum montaraz…
No mate servido; relatos da vida
E os olhos da noite, enxergam por mim…

Blanquita nochera… De alma lavada…
Blanquita geada… Rigor da estação…
Cadente ruana, num vôo sem fim…
Blanquita: um sorriso de lábios carmim…
Blanquita nochera… Blanquita virada…
Blanquita perfume… Da flor do jasmim!
Blanquita abre a porta que o dia tá aí…
Blanquita milonga… Não deixa dormir!

Apojo das mansas, o leite nos tarros
Terneiros a campo: começa a manhã
Flor de pitangueira; espuma de arroio
Cordeiros do agosto, as bolsas de lã
Num raio de Lua, os sonhos caminham
Na volta do fogo, eu sigo contigo
O lenço “chimango” esquece da guerra
E a Dalva no céu, bombeando pra terra…

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