A Morte de Um Potro – César Oliveira e Rogério Melo


10ª Estância da Canção Gaúcha – São Gabriel – RS – 2002.

A MORTE DE UM POTRO

Letra: Rogério Avila
Música: Carlos Madruga
Intérpretes: César Oliveira e Rogério Melo

Na pata do potro o talho do arame,
Do sangue no pasto o golpe no chão,
Se desata a rédea e a campana do estrivo,
Vai sonando nos bastos, numa prece ao rincão.

A morte de um pingo na lida da doma
É tristeza que assoma no olhar do campeiro,
Se vinha blandeando, terciando com a espora,
Num berro que agora é silêncio ao potreiro.

Assim cruza o rastro o índio vaqueano,
Buscando abandono do que amadrinhou,
Saber da trompada que viu contra o mato
E o potro veiaco se descogotou.

Retornam chilenas e as cordas de arrasto,
A cincha e os bast’ numa ausência de lombo,
Ficou um pedaço da pampa estendido
E o pago sentido no quadro de um tombo.

Talvez a querência anoiteça mais triste,
Mas o campo se arrima na sorte de um outro,
Ficou a mirada, lembrando do estouro,
Na falta do couro das garrão de potro.

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