Tordilho Vinagre – Jorge Guedes


12º Carijo da Canção Gaúcha – Palmeira das Missões – RS – 1997.

TORDILHO VINAGRE

Letra: Lauro Antonio Correa Simões
Música: Luiz Cardoso
Intérprete: Jorge Guedes

Quando se doma um tordilho,
Só existem dois caminhos:
Ou se faz dele um amigo,
Com paciência e com carinho;
De outro modo é cascavel,
Batendo o guizo no ninho!

Quando encilho o meu tordilho
– A cincha no osso do peito –
Enfrenado em lua certa
E arrocinado a preceito,
Qualquer rancho é um postal
Com ele no parapeito.

Nas festas da gauchada,
Emprestado da fazenda,
Seu trote é um voo de garça
Ao selim que faz legenda;
Tosado de cogotilho
Para o andar de uma prenda.

Dizem que o mar é um tordilho,
Se não é, quem dera fosse…
Quando um raio se despenca,
É um baio que desgarrou-se!
Pois meu tordilho vinagre
Nasceu do vinho mais doce.

Sendo de pêlo tordilho,
Não existe outro regalo,
Melhor ponteiro de tropa,
Um peão tá de a cavalo;
Engolindo os horizontes,
Assim “me gusta” de olhá-lo.

Enquanto o verso gaúcho
Cantar pingo nos lombilhos
– Esses parceiros de lida,
Legados de pai pra filho –
Segue o Rio Grande a cavalo
Sobre o lombo de um tordilho.

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