Luz e Bandeira – César Oliveira e Rogério Melo


2º Canto Sem Fronteira – Bagé – RS – 2004.

LUZ E BANDEIRA

Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: César Oliveira
Intérpretes: César Oliveira e Rogério Melo

Quando um cantor de fronteira
Canta sua “pátria gaúcha”
Traz um povo na garupa
De uma linhagem guerreira
Do tempo em que boleadeiras
Cortavam várzeas distantes
Pra sujeitar os rompantes
Daquela eguada matreira.

Quando um cantor de fronteira
Abre o peito e toma a frente
Canta as coisas da sua gente
De alma serena e campeira
Não tem cerca nem porteira
Que ataque o verso mais xucro
Que existe, não pra dar lucro!
Mas pra ser luz e bandeira.

Pedindo vaza, me apeio
Se a milonga me convida
A fronteira é meu rodeio
Razão maior desta lida
Quem não sabe pra o que veio
Perde o sentido da vida.

Quando canto meu legado
Me traduzo em livro aberto
Porque o Rio Grande, liberto
Vem de pingo adelgaçado…!
Pra outra aparte de gado
No garrão continentino
Donde se amanse o destino
Com ciência e bocal sovado.

Meu verso é meu atestado
De procedência e de marca
Nasceu nalguma fuzarca
Com a cordeona no costado
Tem um jeitão despachado
De se cantar sem floreio
Raparte a cancha no meio
Pra debochar no outro lado.

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