Entre o Galpão e a Mangueira – Rogério Melo e Joca Martins


1ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – SC – 2003.

ENTRE O GALPÃO E A MANGUEIRA

Letra: Marco Antônio “Xirú” Antunes
Música: Rogério Melo
Intérpretes: Rogério Melo e Joca Martins

Tanta ‘cosa’ aqui se passa:
Uma conversa parceira,
Uma costura bem feita
Ponteando uma corda chata.
Um truco bem orelhado
Pra os ressábios de um ‘enbido’
E a bendição da cachaça
Na volta de algum bolicho.

A poeira das invernadas
Que vem nas patas dos bois,
A voz antiga do avô
Na sombra dessas ramadas.
É no palanque cravado
Que a alma da cuoronilha
Estira a alma de um potro
Bem antes de uma rendilha.

É na soltada do gado
Que se impacienta meu mouro,
Aliviando a porteira
Pra ‘os causo’ de algum estouro.
Tanta milonga que vem
Ao repensar minha raça…
Ao reencontrar meu sinuelos
junto ao fogão e a fumaça.

Às vezes alguma estrela
Lacrimejando um recuerdo,
Recria a copla perdida
Que eu esqueci em mim mesmo
Ou a alegria tamanha
Nos olhos do meu oveiro
Que espicha a alma de perro
No catre, junto aos arreios.

Tristeza que eu assumo,
Sempre assumi bem ‘jujada’,
Deixo, no mais, que se renda
Aos feitiços da guitarra.
Entre o galpão e a mangueira
A vida é bugra e feitiça,
E retempera os aprontes
Pras investidas da lida.

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