Luz de Outono – Leôncio Severo


3ª Canoa do Canto Nativo – Canoas – RS – 2004.*

LUZ DE OUTONO

Letra: Rogério Ávila
Música: Leôncio Severo
Intérprete: Leôncio Severo

O tranco largo do mourito quero-quero,
Vem compassando a voz da espora e do cincerro…
Rastro batido do rebanho rumo à aguada
Mostra a cruzada da sanguita do potreiro!

Enxergo ao longe o vulto do meu ranchito,
Quadro bonito, emponchado de santa fé…
O mouro pampa mata a sede num remanso
A’donde a sanga guarda a flor do aguapé!

Por isso à cada outono meu regresso,
Confesso, tem mais brilho na chegada…
Talvez porque as folhas que dormitam,
Reflitam a luz do sol da minha amada!

Na grama verde, vejo um vestido de chita,
Ao sol de maio, estendido no quarador…
Direito ao rancho minha alma ganha asas
Prá estar nas casa junto à luz do meu amor!

Ao mate bueno que, sorvido, traz-me o beijo
Por este outono, banco o mouro na ramada…
E um cinamomo chora o tempo desta ausência,
Que se termina junto à copa amarelada!

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