Quando a Tarde Pousa no Santa Fé – Léo Almeida


7ª Ramada da Canção Nativa – Encruzilhada do Sul – RS – 2003.*

QUANDO A TARDE POUSA NO SANTA FÉ

Letra: Alex Silveira
Melodia: Mauro Marques
Intérprete: Léo Almeida

Quando a tarde cai, serena,
Pra repousar nas coxilhas,
Num catre de maçanilha,
Já num sebruno de outono,
A estância boceja de sono
Na solidão das campinas.

Até parece um postal
Que Deus, assim por singelo,
Pintou em tons de amarelo
Num quadro de nostalgia,
Pois quando descamba o dia
Forma um retrato tão belo.

E a tardinha, em silêncio,
Recolhe algum sonho em flor,
Pro galpão que o mateador
Transformou em catedral,
Quando esse xucro ritual
Pra poucos tem seu valor.

É assim a Santa Fé,
Com sua alma de estancieira,
Com sua terra de fronteira,
Quando uma tarde baiada
Vem beber em suas aguadas
Depois pousar na mangueira.

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