Mato Ou Vendo Meu Cavalo – Luiz Carlos Borges


27ª Califórnia da Canção Nativa do RS – Uruguaiana – RS – 1997.

MATO OU VENDO MEU CAVALO

Letra: Miguel Bicca e Rodrigo Bauer
Música: Luiz Carlos Borges
Intérprete: Luiz Carlos Borges

Meu douradilho retaco, frente aberta e rabicano
tem orelhas de tesoura e os olhos de gavião…
Encontro de pechar touro numa quina de rodeio,
de ganacha palmo e meio e em cada venta um vulcão!

Fomos dois potros selvagens correndo bois pela vida,
sem pensar na recolhida que se desenha no chão…
Entre o laço e a correria nos regamos de impaciência
e avistamos a querência partindo de caminhão!

O tempo levou meus gados, fez mudança pra cidade,
deixou somente a saudade e um douradilho sem viço…
Envelhecemos na lida, tomando chuva e mormaço
e o destino, num só traço, nos fez irmãos no serviço!

Será que depois de velho, deixarei morrer de sede
quem teve trote de rede, já que não posso montá-lo…
Não quero ver o janeiro lhe derrubar dum laçaço;
afinal o que é que faço: Mato ou Vendo Meu Cavalo?

Quem sabe num mês de agosto, duro de frio e de geada
cercado pela corvada, caia num último pialo…
Essa dúvida me cala, me deixa o peito em pedaços;
afinal o que é que faço: Mato ou Vendo Meu Cavalo?

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