A Marca do Homem Sulino – Ita Cunha


6ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – SC – 2016.

A MARCA DO HOMEM SULINO

Letra: Rodrigo Bauer
Música: Ita Cunha
Intérprete: Ita Cunha

A lida feita na marra, se aprende no sacrifício…
Depois ela vira um vício e a gente então se desgarra…
a doma ensina por farra o redomão incha o lombo
o qüera pressente o tombo e então, por medo, se agarra!

Coureia uma rês brasina e estaqueia bem o couro,
tratado feito um tesouro da lida continentina…
Tira os tentos e desquina, depois, com jeito e tempero,
começa a trança do apero para o parceiro de crinas!

Aprende a bulir o laço,rasga a armada e reboleia,
conhece a parada feia, pra ter confiança no braço…
Agarra a noção do espaço, larga a trança se cuidando
pra ouvir a argola, assoviando, cerrar num bárbaro abraço!

Domando vento e ausência, o tempo escreveu destinos…
Timbrando pela querência a marca do homem sulino!

Vai se fazer cirurgião, o castrador, o campeiro…
Cavalos, touros, carneiros passam por sua incisão.
De faca firme na mão, faz, de sua arte sangrenta,
a importante ferramenta da pecuária seleção!

Ele já foi o menino criado na lida bruta,
soldado pronto pra luta, ciente do seu destino…
O professor campesino que, com a própria existência,
timbrou na nossa querência a marca do homem sulino!

Ciência e magia ele emprega no ofício de curandeiro!
Laçador e carreteiro da origem que nos congrega…
Guerreiro pelas refregas, mas sempre o velho gaudério
que enraizou os mistérios que a nossa raça carrega!

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