Mateando Só – Leandro Cachoeira e Marcelo Cachoeira


29ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2009.

MATEANDO SÓ

Letra: Jaime Izquierdo
Música: Osmar Carvalho
Intérpretes: Leandro Cachoeira e Marcelo Cachoeira

Fogo de chão, uma purinha, um mate amargo
E a sinfonia de trinados e de pios;
Berro de gado ecoando lá no pago.
É primavera, a pampa entrou no cio.

Neste cenário, eu até esqueço as horas…
Quando mateio, as ideias criam asas,
Mas a razão me cutuca as esporas,
Rancho tapera não responde o “oh, de casa!”

Eu me sustento no palanque do meu mate,
Ouvindo arrulhos que vem de um tarumã,
Contrastando com a tristeza que me abate,
Por matear só, ao chegar nova manhã.

Na primavera desabrocham os segredos,
Abrem-se as flores e a vida ganha mais cor,
A passarada gorjeia no arvoredo
E eu canto só, a esperança de um amor.

Se é verdade que o Negrinho do Pastoreio
Sempre ajuda a encontrar coisas perdidas,
Eu vou perdir que aparte do rodeio
Alguma prenda pra dar vida à minha vida.

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