Queixo Duro – Ricardo Martins


2º Minuano da Canção Nativa – Santa Maria – RS – 2003.

QUEIXO DURO

Letra: Antonio Augusto Ferreira
Música: Zé Pedro da Rosa Lima
Intérprete: Ricardo Martins

Meu destino eu mesmo faço
Não vou seguir a cabresto
Que o rumo do meu cavalo
Prefiro escolher eu mesmo
Sou mais livre se meu passo
Caminha ao sabor do vento
Minha alma é campo raso
Sem arames pelo meio

Não me indiques o que é certo
E o que é tido por direito
Que eu tenho os olhos abertos
Para o meu próprio conceito
Não preciso de vaqueanos
Nos caminhos que conheço
Se eu errar, a cada engano
A vida cobra seu preço

Não creias que sou criança
Pelos caprichos que eu tenho
Pelo muito de esperança
Que vive nos meus adentros
Eu quero ser o que sou
Sofrer ao próprio pelego
Quem caiu e levantou
Encontra a força em si mesmo.

Cada qual tem seu destino
E há de sofrê-lo ao seu jeito
Eu buscarei meu caminho
Com toda força que tenho
Preciso seguir sozinho
Com meus versos, meu silêncio
E as ilusões de menino
Para vencer os meus medos

Por isso dispenso ajuda
Guardo apenas o conselho
Aqui meu rumo se muda
Não vou seguir a cabresto
Me vou cantando pra rua
No rastro de um sonho imenso
A alma-pura ternura
E o coração caborteiro

Eh, queixo duro!
Bagual da venta rasgada
Mesmo que pareça errado
Faço minha própria estrada

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