Pechas – Marcos Costa


20ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2000.

PECHAS

Letra: Rossano Viero Cavalari
Música: Sinval Araujo e Pedro Carvalho Júnior
Intérprete: Marcos Costa

A face da guerra é a Lua do homem,
Vidas que somem num vil desatino,
Negro destino da noite da alma
Que bebe e acalma a fúria do tino.

Se a mão degolou a ilusão da piedade
É por que na verdade até os homens de bem,
Sabem como ninguém que a valia de um ato
Pode um dia de fato, selar o rumo de alguém.

Será que Latorre da faca prateada,
Que veio do nada não fosse o Rio Negro?
Teria o degredo da pecha que leva
De ser uma leva, ao fazer um arreglo.

O peso de um nome cismado de mito
Carrega solito o sestro que afina,
Poemas e rimas no flete do tempo,
Preso nos tentos, refém de uma sina.

A face de um homem tem verso e reverso
Que o verbo disperso aparta “a ló leu”
Só os olhos do céu é que sabem o lado
Que foi rotulado por debaixo do véu.

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