Lugarejo – Juliana Spanevello


36ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2016.

LUGAREJO

Letra: Leonardo Borges
Música: Fabrício Ocaña
Intérprete: Juliana Spanevello

Luagrejo é o meu rincão:
–Caminhos de areia fina…
Água boa, Sina-Sina,
Caraguatá e Corticeiras!

Lugarejo, sanga mansa
Enfeitado a pitangueiras
Donde o boieiro faz ninho
Com restoios de clineras…

Lugarejo, pampa antiga
Piqueteado por ausências,
–Teus aromas de querência
Povoam minhas lembranças

Teus campos de pasto fraco
Há muito sobram na herança,
Verdejando nos meus sonhos
Pendoado de esperanças

Luagrejo é o meu rincão:
Onde chora a dor do eixo
Da carreta, sem desleixo,
Na resistência dos bois…

Num tranco de camperear
Tu e eu, não somos dois…
O tempo, para no tempo
Pra não pensar no depois!

Lugarejo, pago adentro:
Santa fé e banhadal…
Entre o viço do xircal
Escorre a seiva da terra

Tua história de trabalho
Não teve manchas de guerra,
A lo más, cerro e canhada
Adonde o tereiro berra…

Lugarejo: –Vaca arisca!
E do potrilho mestiço,
Algum guri num petiço
E velhos de mil passagens

Não fosse o sangue nas veias
Que me puxa às tuas visagens,
Seria mais um rincão…
Com sua gente e paisagens.

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