Peão Estancieiro – Beto Ventura


14ª Sapecada da Serra Catarinense – Lages – SC – 2014.

PEÃO ESTANCIEIRO

Letra: Aldo Martins Neto
Música: Beto Ventura
Intérprete: Beto Ventura

Buenas caseiro estou vindo do campo
Fui recorrer cerca, banhado e valo
O mês de agosto é um punhal da vida
Que todo ano sangra o gado magro
Ceva o mate enquanto pico o fumo
Aquece a água na chaleira antiga
O entardecer é hora do amargo
De prosa longa e revisar a lida

Fico faceiro ao encerrar outro dia
Junto de ti e da minha prenda amada
“Parar rodeio” sempre bem montado
Guardar a tarca de conta fechada
Sentir o aroma das flores do campo
Maria-mole, carqueja e vassoura
Ver no pomar, ciscando na sombra
O carijó junto da égua moura

Essa é a vida de um peão de estância
Não tenho nada mas sou homem rico
Tropeando alheios, reculutando a vida
Já enlotei uma tropa de amigos
Antes da noite vou juntar as grimpas
Fazer o fogo pra aquecer a casa
Tomar o leite da vaca salina
Com pinhão sapecado na brasa

Assobiando, reponto as ovelhas
Que andavam soltas pela invernada
O perdigão piando no potreiro
Vem prenunciando noite enluarada
Guardo as tralhas, fecho a porteira
Me recolho à casa, ascendo o candeeiro
Sento num banco e agradeço a Deus
Por esta vida de peão estancieiro.

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