De Caetano e Aparício – Cristiano Quevedo


17ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 2006.

DE CAETANO E APARÍCIO

Letra: Gujo Teixeira
Música: Érlon Péricles
Intérprete: Cristiano Quevedo

Quem conhece uma milonga
Que fale muitas verdades
E traga em si a ansiedade
De contar coisas ao mundo;
Por certo, é claro e fecundo
Naquilo que diz e pensa
E nunca foge a sua crença
De cantador por ofício,
Pois aprendeu fazer versos
Cruzando pelo universo
De Caetano e Aparício.

Quem aprende nunca esquece;
Quem esquece, não entende
Que não se compra nem vende
As verdades de um povo;
Que nem tudo o que é novo
É melhor do que o de antes,
Apenas traz os instantes
Que a vida tem desde o início.
Por estes caminhos gastos,
Por certo, já haviam rastros
De Caetano e Aparício.

A vida ensina os caminhos
E eu resolvi ter o meu!
E o coração entendeu
Que o destino não nos trai;
Pois quem sabe aonde vai,
Não cansa o cavalo à toa
E sempre bebe água boa
Quem tem um rumo e munício;
Ao trote, segue sozinho
Só pra aprender o caminho
De Caetano e Aparício.

Talvez o tempo nos mostre
A vida num verso triste,
Quem sabe a vida desiste
De ser apenas destino
E siga um verso teatino
Para entender o sentido
Que nunca foi entendido
Da palavra em sacrifício,
Pois quem tem luz e razão
Tem na alma a inspiração
De Caetano e Aparício.

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