Maliciosa – Danner Marinho


25ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2017.

MALICIOSA

Letra: Rogério Villagran
Melodia: Rogério Villagran
Intérprete: Danner Marinho

A lua por baixo, do manto da noite,
Clareia um açoite, que assim se abaguala,
Uma gaita chora, chamando pra farra,
E um rasguido esbarra, no meio da sala.

Candeeiro de sebo, que muy pouco alumbra,
Aonde a penumbra, requinta o recinto…
No balcão da copa, altar dessa igreja,
A vida me beija, por um vinho tinto.

Um rancho de tábua, o piso batido,
E o ar encardido de poeira e fumaça,
Mesclado a silhueta, dum florão de china,
Que intriga e fascina, por onde ela passa.

Com jeito de santa, deseja o pecado,
E atende o chamado, da gaita que chora,
Parece inocente, por dentro dum riso,
Porém, sem juízo, dos olhos, pra fora.

A flor do cabelo, colhida no mato,
Moldura o retrato, que troca de cena,
Quando a cordiona, faz mais uma volta,
E o santo da escolta, te perde, morena.

Por onde vagueia? a mim me pergunto,
Querendo andar junto, com as tuas carícias,
Pra ver se descubro, quem sabe um resquício,
Do que é feitiço, na tua malícia.

A gaita não para, o baile encordoa,
E o que não perdoa, não teme e não deve,
A noite contempla e a lua conforta,
Pois em linhas tortas é que Deus escreve.

Mas este rasguido, que agora me topa,
E o vinha da copa, molhando a garganta,
Me mostram que vida, é china encantada,
Que às vezes se agrada, ser diaba e ser santa.

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