Lá no Cerro do Canzil -Lisandro Amaral


26ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2018.

LÁ NO CERRO DO CANZIL

Letra: Rafael Teixeira Chiappetta
Melodia: Lisandro Amaral
Intérprete: Lisandro Amaral

O salão era pequeno, mas o baile era “dos bueno”,
Lá no cerro do canzil.
Duma gaita magangava, já de longe eu escutava,
Um compasso de bugio.

Não me tenho por ateu, mas tão logo anoiteceu,
Lá cheguei no meu bragado.
De idéia solta ao vento, com impuros pensamentos,
Fui em busca do pecado.

Apeei do Pitaluga, e entrei matando “as pulga”
Num volteio pela sala.
Como um céu bem estrelado, reparei que no telhado,
Tinha uns dez “furo de bala”.

Grota feia aguada boa, fui por conta do “atoa”,
Pra dançar a noite inteira.
Quando a gaita fez floreio, já olhei de revesgueio,
Pra uma china dançadeira.

Esperando ser colhida, lá estava a Margarida,
Dando alce na pestana,
Num tranquito bem chairado, levei ela num valseado,
Cutucada na picãna.

Fui com jeito cortejando, no ouvido sussurrando,
Prometendo amor intenso.
Se embalando a gauchita, vinha ela agarradita,
Com caricias no meu lenço.

Esta flor que era viçosa, pelo rumo desta prosa,
Resvalou mas não caiu,
Mas porem fui convidado, pra voltar enamorado,
Lá no cerro do canzil.

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