Flor Pefrumada – Anne Augusta


26ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2018.

FLOR PERFUMADA

Letra: Luiz Eduardo da Silva Lima
Melodia: Volmir Coelho
Intérprete: Anne Augusta

Deu oh de casa na porteira lá do rancho
Taura carancho bem pilchado chapéu torto
Pala no ombro, lenço abanando ao pescoço
Olhar sereno carregava aquele moço

Sou viúva nova arrancada da família
Eu sou astilha com ânsias de rebrotar
Herdeira pobre de uma terra pro cultivo
Sou solo fértil sem parceiro para arar

Pediu licença, pediu pouso e uma empreitada
Queria mais por ser sozinha eu atendi
Virou a noite e linda foi a madrugada
Deixou a estrada e se arranchou sem me pedir

Meu ventre avulta cresce em mim o nosso amor
Ipê florindo lá alto da coxilha
Plantou semente este homem trabalhador
E fez brotar aqui no campo outra família

Mais um carancho a espera da sua vez
Firmar estrada, ser luzeiro e parador
Ser pra outra flor oque este homem foi pra mim
Era sozinha, fomos dois, agora três…

Findando a vida no meu rancho solidão
Ganhou mais luz quando viu tua chegada
E com furor me tornei tua mulher
Hoje sou flor, boca vermelha, perfumada

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