Embuçalado – Jari Terres


26ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2018.

EMBUÇALADO

Letra: Otavio Lisboa
Melodia: Fabiano Bacchieri
Intérprete: Jari Terres

No meio dos mansos, o último xucro
Com alma de vento pulsando na terra
De espírito livre e crina comprida
Cumprindo sua sina que o tempo encerra

Não sabe do brete que adentra assustado
Não sabe do couro, argola e presilha
Revela seus medos num “bufo” de potro
Desconhece a corda que forma a tropilha

A mão que caminha da anca ao pescoço
Revela ao avesso a intenção da irmã
Que esconde o motivo real do respeito
Pras horas de encilha de cada manhã

Por fim se encontram a trança e o pelo
A imagem do campo se torna retina
Se abrem as portas no rumo do verde
Ficando no brete só resto de crina

Ficou no “olvido” querer liberdade
Depois que o cabresto tombou a razão
O golpe de lombo não culpa o buçal
Firmando a outra ponta atada ao moerão

Renova-se a alma, se cumpre o destino
Por potro só guarda a memória traçada
Além do bocal que lhe encontra com ganas
Pra ser mais cavalo a cada ecilhada

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