Tô no Céu – Alberto Ventura Neto


3º Festival Nativista Baqueria de Los Piñares – Vacaria – RS – 2008.
Composição premiada com o Segundo Lugar.

TÔ NO CÉU

Letra: Ramiro Amorim
Melodia: Alberto Ventura Neto
Intérprete: Alberto Ventura Neto

Quando afirmo o pé no estirbo, tô no céu!
Sem escarcéu, saboreio um trote largo;
A mão do vento quebra a aba do chapéu
E a vista alcança toda a vastidão do pago.

Isto me basta pra ser feliz na campanha;
Deus me acompanha nas lonjuras do rincão…
Vida de gado, um galpãozito, uma de canha,
Me lembro dela abraçado ao violão.

Fiz do meu canto, meu ofício – meu munício
E até um vício pois não vivo sem cantar;
Com as seis cordas, um bom cusco, um pingo bueno…
Só falta mesmo, aqui, aquela que eu quero amar!

Pra um paysano mais livre que o minuano,
Não tenho gango, passo onde quero passar;
Cedo aprendi com todos ser respeitoso,
Mas cabuloso gosto de desenganar!

Se a solidão chega cortando de espora,
Vou campo afora que ela já se termina;
Parar rodeio e recorrer as divisas…
Vai ‘nos peçuelos’: óleo queimado e creolina.

“As vez, por farra, me vou sem rumo “a lo léu”
E um escarcéu ecoa na vizinhança…
Bem a cavalo, lhes garanto: tô no céu!
Sorriso largo e um coração de criança.”

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