Baito – Felipe Silveira


17ª Sapecada da Serra Catarinense – Lages – SC – 2017.
Melhor Instrumentista (Álvaro Neves – violão).

BAITO

Letra: Felipe Silveira
Melodia: Arthur Boscato
Intérprete: Felipe Silveira

Era um cachorro amarelo das pata e “colêra” preta,
Ligeiro feito um cometa que despenca céu abaixo
e apesar de ser um guaxo era altivo e desmaneado,
atento a qualquer chamado esse meu cusquito macho.

Pequeno e de orelha curta andava sempre no enleio,
Levava sal no rodeio atendia só num grito,
Sacou da toca mulito, de ovelha fazia parto,
Semeava azevém no pasto, tinha alcunha por Baito.

Sempre que alguém perguntava – Onde é que tá o Baito? -,
eu até ficava aflito mas falava a verdade:
– Ele foi lá pra cidade lecionar o Espanhol,
Que aprendeu de sol a sol lidando c’oas “corriedalle” -.

Fico as “vês” até sem graça de contar as patacoadas
do Baito nas caçadas, mas lhes conto sem mentira:
– já pescou uma traíra no açude, com anzol e
já pegou um rouxinol num galho de guajuvira -.

Cachorro de sabimento, era mais que capataz,
uma vez de um sassafrás fez palanque pra o alambre,
ele até espichou o arame fez buraco e socou
e de noite ainda apartou a terneirada pro desmame.

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