Pealação – Ita Cunha


25ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2017.

PEALAÇÃO

Letra: Rafael Ferreira
Melodia: Maicon Oliveira
Intérprete: Ita Cunha

Tirão que lindo, apura o passo, puxa a cola;
Canto de argola, mordiscando nos garrão;
Vira da cara, na descorneada se ajeita
E a baba enfeita riscando rastros no chão.

Mangueirão grande, pro pealo bem despachado;
Couro riscado, de laço no tirador;
Eco da queda, da pança da terneirada;
Coqueiro afiada junto a mão do castrador.

Cerros de lenha, com fogo avermelha o ferro,
Não tem de berro, que a estância se vê na marca,
Uns assinalam, mas a cola sempre apara,
Tapeia a cara, boi levanta, corre a tarca…

Os de bigode, se melam “nas canha doce”,
Sempre o que trouxe se gaba do preparado;
Correndo pealo, “os mais perito” dão o tombo,
Tem sobre lombo, cucharrão e reborquiado.

Topo de serra, deixa que o frio, coisa osca,
Cuide das mosca e não desconte a gauchada,
Pra mais adiante mirar a tropa gordacha,
Sobrando graxa nos pastiçal da invernada.

A pealação é o ritual pr’este meu povo,
Nem mundo novo, nem bravata faz estouro,
Reunião de amigos, pealadores, bem serranos,
Que todos anos, desmancham cismas de touros.

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