Uma Rima Pro Azar – David Menezes Junior


22ª Tafona da Canção Nativa – Osório – RS – 2012.
COmposição premiada pelo Melhor Intérprete (Davi Menezes Júnior).

UMA RIMA PRO AZAR

Letra: João Sampaio, Severino Moreira e Diego Müller
Musica: Sergio Rosa
Intérprete: David Menezes Junior

O tinhoso anda solto, com a boca que é um jacaré,
Redemoneando na pampa, garfo na mão e rabo em pé!
Tem algum sapo enterrado, mas não descubro onde é,
Ou uma dúzia de bruxa “vassoreando” em Bagé.

A minha vida louca de buena, engatou a marcha ré,
Nem bem aprumei das frieiras, me pegou bicho do pé.
O gato pra roubar meu charque, derruba lampião e tripé,
Esparrama a querosena e queima um eito de santa fé.

Já deu peste do morcego no matungo pangaré
E deu caruncho na guampa do meu touro “jaguané”!
Tou desasado que nem galo que apanhou do garnisé,
Mais perdido que caíque num arroio a bolapé.

O mundo tá do avesso, tá virado num banzé,
Não adianta reza forte e nem pena de caburé…
Até a minha prenda linda tá dizendo que não me “qué”
Pois o azar é contagioso e não poupa nem “muié”.

Não tem mudança de vento pra reverter a maré,
Pois já usei tanta reza, gastei “tossores” de fé,
Uma ferradura em cada porta, do coelho os “quatro pé”,
Pedindo uma chuva de canha e um temporal de “muié”.

Parece que o “Patrão Santo” não me viu ou não me quer,
Que botou tanta “corunilha” com espinhos pro meu pé,
Despacito vou aprendendo, sem manias de “São Tomé”,
Quem se criou à “frussura”, se engasga com o filé.

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