Vila dos “Borracho” – Ângelo Franco


13º Reponte da Canção – São Lourenço do Sul – RS – 1997.
Composição premiada com o Terceiro Lugar.

VILA DOS “BORRACHO”

Letra: Túlio Urach
Música: Túlio Urach, Gibão Strazzabosco e Ângelo Franco
Intérprete: Ângelo franco

Na vila dos “borracho”…
Garrafa é teta
E ninguém é guacho

Lá o sol se esconde logo,
Já tem uns de fogo.
O resto a meia boca,
Borracheira loca
De uivar pra lua.

De amanhecer na rua
Sem ter rumo certo,
A cachorrada perto,
Sem ter compromisso,
Só estranho vício
De beber pra mais.

Que até o ponteiro do relógio
Dá um passo pra frente,
Dois ou três pra trás.

No alvorecer um peru cacareja,
Maldita ave da desgraça,
Bebendo cachaça,
Acha que é Natal…

Num fogo alado
Que não se concebe,
Vazando água
Que passarinho não bebe.

E a indiada passa mal
Numa catinga osca,
À mercê das moscas
Vão murchando ao sol.
Ficam que nem minhoca
Que apodreceu no anzol.

Na vila dos “borracho”
Tem de tudo um pouco,
Só não tem fundamento
Esse bando de loco,
Essa sede doentia,
Esse espírito de porco.

Lá ninguém chega inteiro
E quem quiser chegar
Vai rumo ao exagero,
Ao limiar do insano,
Não existe perda,
No fim de tudo à esquerda.

Na vila dos “Borracho”
Tarda mas não falha.
Deus cria, o Diabo espalha
E eles por si se acham,
E já se emborracham…

Vem de todo o lado,
Chegam às dezenas,
Se fazem centenas
Nessa comunhão.

“Bebê”, “fazê” gritedo,
Caí pelo chão,
“Escorá” as paredes,
Briga de facão…
E chorar abraçados (deixa solto)
que é briga de irmão…

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