Enquanto a Cordeona Chora – Arthur Mattos


22ª Tafona da Canção Nativa – Osório – RS – 2012.

ENQUANTO A CORDEONA CHORA

Letra: Gujo Teixeira
Música: Everson Maré
Intérprete: Arthur Mattos

Um pandeiro debochado, batido só ‘pelas borda’,
E um violão de ‘seis corda’ com três ou ‘quatro sonora’,
Formam um trio de campanha pra o causo d’um bailezito,
Pra ninguém ficar solito enquanto a cordeona chora.

Esta cordeona chorando dá uma tristeza na gente
E a alma faz que não sente pra buscar nova alegria,
Pelo sorriso trigueiro da linda que eu quero bem,
Que me conhece também daquele baile outro dia.

Enquanto a cordeona chora, bombeio um canto da sala,
Atiro no ombro o pala, cuido de longe a morena.
Que do outro lado revida e me estende cada vistaço,
De me “ajuntá” pelos braços e fazer a noite pequena.

Uma vaneira se alarga à meia luz de um candeeiro
Que fumaceia em luzeiros, quietito, junto ao oitão.
Clareia sombras na quincha, de vez em quando balança,
Quando ela desata a trança, me prendendo o coração.

Nos olhos dela me vejo quando lhe olho de perto,
Meu coração anda certo, mas bate noutra cadência,
Na mesma rima do dela, que é a mesma desta vaneira,
Pensando pra vida inteira trocar de rumo e querência.

Enquanto a cordeona chora tem quem se alegre também,
Quem sonha sabe, ainda bem, por onde a vida nos guia.
No braço dessa morena meu coração logo embarca,
É outra volta e outra marca e por mim que amanheça o dia.

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