Uma Estátua Campo Afora – Ricardo Portto e Elton Saldanha


7º Cante Uma Canção em Vacaria – Vacaria – RS – 2010.

UMA ESTÁTUA CAMPO AFORA

Letra: Elton Saldanha e José Atanásio Borges Pinto
Música: Elton Saldanha
Intérpretes: Ricardo Porto e Elton Saldanha

No berço do rio das Antas
Eu tive um sonho profundo…
Foi aqui que Deus Gaúcho,
Deve ter criado o mundo.
As nuvens brancas, lá em riba,
Condensam todos os dias,
Trazem a paz pra quem crê
E trabalho pra quem cria.

Um sol de levantar geada
Me encontra pelo caminho,
Mais vermelho do que as brasas
De um fogo de nó-de-pinho.
A primavera mais linda
Depois do frio e os rigores;
As macieiras florindo,
Meu pingo pisando flores.

Corro as varas da porteira,
vou na poeira campo afora,
Eu tenho cacoete de taura ginete,
Eu baixo o porrete e ‘carco’ as esporas!
Eu sou de cima da serra,
Do parador dos baguais;
Sou cria da Vila Velha,
Sou campeiro dos Pinhais.

Índio xucro – ventania –
Tropeador de boi franqueiro;
‘Imbigo’ seco – enterrado –
Bem na raíz do pinheiro.
Se eu ‘pegá’ o cavalo certo,
Destes que um ‘loco’ procura,
Vou fazer ‘cruzá’ por cima
Das taipas da Ferradura.

Oiço o cochicho das prendas
Ali na boca do brete:
— Esse aí, da espora torta,
Mas que estátua de ginete!
Entre gritos e sapucay,
Quem me encontrar nessa hora,
Vai ver a estátua do ginete
Que se largou campo afora.

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