De Alma, Campo e Silêncio – Marcelo Oliveira e Lisandro Amaral


26ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2006.
Composição premiada com o Segundo Lugar e Melhor Conjunto Instrumental.

DE ALMA, CAMPO E SILÊNCIO

Letra: Fernando Soares
Mlodia: Juliano Gomes e Everson Maré
Intérpretes: Lisandro Amaral e Marcelo Oliveira

Noite de campo que vejo
Numa lembrança de outrora,
Beira de um fogo que acalma,
Triste cambona que chora.

Alma povoada em silêncio
Deste meu rancho fronteiro
Mateando alguma saudade,
Costeando o sono da espora.

Vento que geme na quincha,
Feito um basto na estrada,
Resmunga o som de tesoura,
Do picumã amorenada.

Quem sabe traga de arrasto
Alguma manga pras casa
E um cheiro bruto de terra
Pra invadir a madrugada.

Noite que chora pro campo,
Tocando a tropa na sanga,
Batiza os lábios da china
Num galho flor de pitanga.

Somente o sonho que cresce
Num distanciar de povoeiro,
Que parte junto com a aguada,
Pra alguém que vive de changa.

E a primavera se estende
Com olhos claros pra lida,
Bolear a perna na estância,
Este é meu rumo na vida.

Solito eu cruzo as horas
Num camperear de invernada
De rédea firme, por diante,
Com alguma mágoa contida.

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