Redomão da Noite Escura – Lincon Ramos


24ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2016.

REDOMÃO DA NOITE ESCURA

Letra: Lisandro Amaral
Música: Luciano Maia
Intérprete: Lincon Ramos

Quando escapei do fandango,
Me esperava um azulego
“Quaje” molhado o pelego,
Virei de lado a badana
Poncho de seda que abana,
Negro com listas de prata
E invés de bota, alpargata,
Num par de estrivo campana.

Depois de nove galope
Co´a mais linda do surungo
Fui desmaneando o matungo,
Atei a boca e num upa
Vi de quem é sempre a culpa
Que me faz ser cantador…
Amansei de maneador,
Mas inda não de garupa.

Então me acena da porta
E emoldurada eu a vejo
Sonhando a cena do beijo,
Calçando o pé na alpargata
Rente ao estribo de prata
O sapatinho da rosa
Trança com fita mimosa
E um lindo amor que desata.

Quem sabe então azulego,
Redomão da noite escura
Levo a sorte que procura,
Mudar o pulso de mango?
E num compasso de tango
Eu assinei a minha culpa
De só amansar de garupa
Quando volto dos “fandango”.

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