Mas Que Baita Gauchada – Joca Martins


3ª Bicuíra da Canção Nativa – Rio Grande – RS – 2007.
Composição premiada como Melhor Tema Campeiro.

MAS QUE BAITA GAUCHADA

Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Carlos Madruga
Intérprete: Joca Martins

Numa lobuna, potrinha boba de freio…
Apertei bem os arreios, e larguei no rumo da aguada,
Pra “tomá” um trago e “atirá” um osso ferrado
No bolicho do “Pintado”, metendo “suerte clavada”.

Trote monarca, cacho atado a cantagalo
Pois se ando de a cavalo não é de medo das cobras
Ganho minha vida pechando boi sobre as garras
E às vezes faço uma farra, sempre que a “plata” me sobra.

Vinha cruzando, num rancho costa de cerro,
E nisso me atira um beijo, uma linda na janela,
“Nego” pachola já quis me luzir pra outra
Levei o corpo na potra e esbarrei lá junto dela.

Achei bonito e fiz uma graça com o pala
E a lobuna se resvala e prende um coice nos “talher”
Perdi os estribos, de pronto as rédeas me toma
Fui botar fora essa doma só por causa de mulher.

Peguei o grito e a lobuna não me ouviu
Em duas se repartiu mandando lombo comigo
Me agarrou mal, e eu tive que “cruzá” a perna
Só Deus é quem me governa… mas eu respeito o perigo!

Mas que serviço, mas que baita gauchada…!
Na frente dessa morada perfumada de jasmim
Fiquei de a pé, e ela rindo na cancela
E essa linda da janela nem era tão linda assim.

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