Linguagem, Pátria de Um Povo – César Oliveira e Rogério Melo


17º Festival de Música Crioula de Santiago – Santiago – RS – 2002.*

LINGUAGEM, PÁTRIA DE UM POVO

Letra: Rogério Villagran
Música: César Oliveira
Intérpretes: César Oliveira e Rogério Melo

Parece que o firmamento
Se ajoelha e pede perdão
Quando rezo esta oração
Abraçado na guitarra,
Parece que o tempo esbarra
E o mundo troca de ponta
Quando meu canto reponta
Minhas inquietudes mais potras
Que se apartaram das outras
Sem que eu me desse “de conta”.

Por isso peço licença
Pra cantar esta milonga
Que peito adentro ressonga
Quando a “vigüela” soluça
Numa pampeana “escaramuça”
Que ata um nó na garganta
Do gaúcho de alma santa
Já nascido com o destino
De trazer o chão sulino
Em cada verso que canta.

Minha cantiga é baguala
Porque traz xucros na estampa
E traduz o idioma pampa
Do garrão deste hemisfério,
Meu canto é a voz do gaudério
– Linguagem, pátria de um povo –
Que sonha com um mundo novo
E a ser livre se concentra
Neste milênio que adentra
No mais “machaço” retovo.

Cantando sempre me agarro
Ao que tenho e ao que sinto,
Não me engana o meu instinto
Sou teatino “mal costeado”,
Pois quando é do meu agrado
E uma ânsia se destaca,
Dou-lhe um “nó de correr vaca”
Na cola do meu tordilho
E depois que me enforquilho
Só o “Santo Padre” me ataca.

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