A Lenda da Cigana – Cristiano Quevedo


9º Cante Uma Canção em Vacaria – Vacaria – RS – 2014.

A LENDA DA CIGANA

Letra: Diego Müller e João Sampaio
Música: Érlon Péricles
Intérprete: Cristiano Quevedo

Foi num dia muito quente, de muito sol e mormaço,
Se firmava o fevereiro, pedindo cancha e espaço…
Mais um ano de Rodeio… De grandeza e de fartura…
O último que não choveu: nesta lenda que perdura!

Vinha ao tranquito, cruzando, uma cigana solita…
Com a roupa cheia de poeira, vinha com sede e aflita…
Avistou um monte de gente, dê-lhe festa e gineteada,
E parou bem na porteira, ante a tarde ensolarada!

Não trazia previsões… e nenhuma mão quis ler…
Somente um copo de água ela pediu pra beber!…
Surgiu um homem gaúcho, tapeando um marca Maidana,
E se negou a matar a sede, da coitada da cigana!

É a lenda da cigana, contada em Vacaria,
Sempre que tem rodeio, a chuva cai em quantia!
Sonho encantado, mitologia…
Se tem rodeio, tem chuva na Vacaria!

– É no meio da fortuna e de tanta fartura exposta
Que a ganância desumana põe a sua cara amostra…
Sem porquês… Sem fundamento… ali naquele mormaço,
Ficou claro que a maldade não tem limites no espaço!

A cigana entristecida deu vazão à sua mágoa
Frente a frente com este taura que negou-lhe um copo d’água…
Rogando clamor aos céus, cada um pôde escutar:
Se é por falta de água… nunca mais há de faltar!

Não parou mais de chover todo o resto de Rodeio…
Para alguns uma tragédia, pra outros um fato alheio!…
– A cigana se foi pra sempre… e o seu gesto ainda comove:
Todos os anos no Rodeio… Nunca falha: SEMPRE CHOVE…!!!

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