Florêncio Guerra e Seu Cavalo – João de Almeida Neto


21ª Califórnia da Canção Nativa do RS – Uruguaiana – RS – 1991.
Composição campeã do festival e levou o prêmio da Calhandra de Ouro.

FLORÊNCIO GUERRA E SEU CAVALO

Letra: Mauro Ferreira
Música: Luiz Carlos Borges
Intérprete: João de Almeida Neto

Florêncio afiou a faca
Para sangrar seu cavalo

Florêncio Guerra das guerras
Do tempo em que seu cavalo
Pisava estrelas nas serras
Pra chegar antes dos galos

Parceiro pelas lonjuras
Na calma das campereadas
Um barco em tardes serenas
Um tigre numa porteira
Pechando boi pelas primaveras
Sem mango, sem nazarenas

O patrão disse a Florêncio
Que desse um fim no matungo
“Quem já não serve pra nada
Não merece andar no mundo”
A frase afundou no peito
E o velho não disse nada
E foi afiar uma faca
Como quem pega uma estrada

Acharam Florêncio morto
Por cima do seu cavalo
Alguém que andava no campo
Viu um centauro sangrado
Caídos no mesmo barro
Voltando pra mesma terra
Que deve tanto ao cavalo
De tanto Florêncio Guerra.

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