Tio Amâncio – Ricardo Bergha


23ª Sapecada da canção Nativa – Lages – SC – 2015.

TIO AMÂNCIO

Letra: Ramiro Amorim e Diego Müller
Música: Maicon Oliveira
Intérprete: Ricardo Bergha

Tio Amâncio casereia, fazendo de tudo um pouco
– Há quem o chame de louco por conversar com os bichos –
Mas nesta lida estancieira lhe preocupa é a cavalhada:
Cuida se foi racionada e escovada com capricho!

Conhecedor das potradas – mais do que o próprio papel –
Gosta de ouvir um tropel, erguendo o pó da mangueira…
Mas sempre amansa com jeito sem dar o tombo do pealo…
– “Ancim” começa um cavalo… com amizade verdadeira!

Tio Amâncio – tempo antigo – que é do tempo a própria herança
Caseriando suas lembranças ante a vida fugidia…
Escolado em madrugadas, ajoelhando a sua reza:
Pois campeiro que se preza ata a espora… antes do dia!

Aprendeu tudo com o pai – que o pai é a escola da vida –
Quando à exigência da lida fez muito touro laureado…
Mas a cavalhada buena, esta sim – seu maior gosto –
Por ela não quis um posto, nem o chinedo afamado!

Tio Amâncio – antes tropeiro – hoje um caseiro de si,
Caboclo que um dia eu vi calçando um par de potreiras…
– Lhe restou o cerno do braço pra carregar a ração…
– E a perícia de sua mão em tesoura e rasqueadeira!…

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