Patroinha – Ricardo Bergha


13º Acampamento da Canção Nativa – Campo Bom – 2014.
Composição premiada com o Terceiro Lugar

PATROINHA

Letra: Francisco Brasil
Música: Filipe Calvete Corso
Intérprete: Ricardo Bergha

Esta canção é um segredo.
Porque eu até tenho medo,
Do que diriam de’um peão,
Que é só um taura curtido,
Mas sonha o sonho perdido,
Que é a filha do patrão.

Quando te vi por primeiro,
Foi tamanho o entrevero,
Quando saquei o chapéu,
Que só resmunguei um buenas.
E tu me olhavas, serena,
Com os olhos da cor do céu.

Não vou te falar de amores,
Ou te comparar as flores
Tal fosse um moço estudado.
Mas foi um mimo, um regalo,
Te amansar um cavalo.
Aquele zaino bragado…

A minha guitarra pobre,
Agora, a paixão descobre,
Só porque tu provocou.
Por isso que te cochicho
Uns segredos de cambicho
Que o Rassier me contou.

Recordo uma tardezinha,
Que pediste, patroinha,
E o teu bragado encilhei.
Chegaste a tremer de sestro,
Quando alcancei o cabresto,
E a tua mãozinha toquei.

Outra vez, no parapeito,
Coraste, linda e sem jeito,
Quando encontrei tua mirada.
Confesso que me exibia,
Floreando, com galhardia,
Aquela potra tostada.

Por isso fico pensando,
E acabo as noites cruzando,
Com este sonho perdido…
Pois, talvez, também te toque
E pra provar, te provoque,
Este romance proibido.

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