Maria – Raineri Spohr


10ª Sentinela da Canção Nativa – Caçapava do Sul – RS – 2012.

MARIA

Letra: Rafael Teixeira Chiappetta
Música: Cristian Camargo
Intérprete: Raineri Spohr

Numa folga domingueira, fui campear uma trigueira,
Que há muito eu já sonhava.
A Maria flor pampiana, tinha olhos de picâna,
Que em puaços me toreava.

No cantar então do galo, encilhei o meu cavalo,
Na intenção de compromisso
No meu zaino “pata banca”, fui então cortando a pampa,
Pondo fé no meu feitiço.

Na beleza da paisagem, fui ganhando uma coragem,
Na manhã daquele dia
Quando as garças revoaram, os meus olhos se encontraram.
Com os olhos de Maria.

A manhã ficou eterna, quando então boleei a perna
Pra dizer o que sentia
Pois parou até o vento, que ficou também atento,
Na resposta da Maria.

A pergunta deste peão, pra que serve um coração.
Se não for pra um bem querer?
Pois o meu vai mais além, se não pulsa por alguém.
Ele para de bater.

Sem saber que me queria, fui no rancho da Maria.
Na mais pura devoção
Pois querendo entendimento, revelei meu sentimento,
Dando a ela o coração.

No pealo do momento, eu selei o juramento,
Que só dela então seria
Foi na sombra da figueira, que o brilho da boieira,
Vi nos olhos da Maria.

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