Grongueiro – Flávio Hanssen


8º Ronco do Bugio – São Francisco de Paula – RS – 1993.

GRONGUEIRO

Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Carlos Madruga
Intérprete: Flávio Hanssen

Já que hoje é dia de ‘apertá as irmã dos outro’,
Encilho o potro mais faceiro da tropilha.
Saio do rancho, já baleado de uma asa,
Com o peito em brasa e um cheiro de maçanilha.

Mirando longe, enxergando bem pertinho,
Devagarinho vou desfiando o baio bueno.
Meu pala branco, como pra ‘topá’ uma carga
E o aba larga me protege do sereno.

De longe escuto um ronco xucro atrás da grota,
Sinto que ‘as bota’ querem me fugir ‘dos pé’!
Faz tanto tempo que não sabem o que é um surungo,
Num fim de mundo, quinchado de santa fé.

Cruzo no passo e o clarão da lua cheia
Me compadreia, refletido pelo rio.
Num contraste amanunciado e candongueiro,
Ao som da gaita que pariu este bugio.

Chego pachola e me acolhero com uma tianga
Num bugio macho que incendeia a madrugada.
Sempre esquivado do clarão de algum candieiro,
Pois sou grongueiro pra bailar de cola atada.

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