A Hora Frágil do Amor – Juliana Spanevello


14º Grito do Nativismo – Jaguari – RS – 2000.

A HORA FRÁGIL DO AMOR

Letra: Vaine Darde
Música: Marcello Caminha
Intérprete: Juliana Spanevello

O castiçal se fez inútil sobre a mesa,
Perdeu o lume em noites que não voltam mais;
O mesmo vinho, não tem mais igual buquê,
E a solidão, nublou os sonhos e os cristais.

Hoje, a vitrola é só um traste abandonado,
Rondando o tempo numa valsa silenciosa,
Há um “Neruda” amarelado sobre a estante,
E um vaso vago, sofre a ausência de uma rosa.

Falta uma taça numa mesa solitária…
Ao som de valsa, a luz de vela e o vaso em flor.
E, a meia-noite, quando os ponteiros se encontram,
A insônia sofre a hora frágil do amor.

Sobre o tapete, há murmúrios em segredo,
Paixões, impressas em volúpias e loucuras…
O abajur, ainda vislumbra na penumbra,
Trêmulas sobras, exiladas na ternura.

Quebrou-se a taça. Desfolhou-se a samambaia.
Partiu-se o encanto do encontro face a face.
A casa amiga, de repente fez-se alheia.
E de repente, uma vez mais, o desenlace!

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