Tino Estradeiro – Índio Ribeiro e Beto Ventura


4ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – SC – 2009.

TINO ESTRADEIRO

Letra: Aldo Martins Neto e Jones Andrei Vieira
Melodia: Jones Andrei Vieira
Intérpretes: Índio Ribeiro e Beto Ventura

Alma de campo que rebrota à cada dia,
Num bordoneio, ponteando o couro do vento,
Falquejada pela lida e minuano
Nas sesmarias que, outrora, foi sustento.

Mirando rondas vai, ao trote, na coxilha,
Tino estradeiro amadrinhando a xirua,
Faz serenata, aos campos, nas madrugadas…
Tinir de esporas templando a prata da lua.

Quando me tópo com tropilha aporreada,
Ali me benzo e grito “feito a bolada!”
Não me importo qual a valia do jogo,
Só peço a Deus, que ninguém leve rodada.

Se tem esquila na Estância da Ferradura,
Pego “os martelo” na lata de querosena,
Junto “os tareco” e carrego meus peçuelos…
Basto surrado do lombo desses ventena.

Tino estradeiro que o inverno palanqueia,
Banca na rédea só pra ver o pealo…
Mesmo que a plata teime em de faltar,
Bombeio o mate antes do cantar dos galos.

Tropilha mansa, pastando na minha volta,
Força do campo que rebrota as invernadas.
Ecoam berros, cismados no tempo antigo,
Em reponte o sustento, vão assoviando na estrada.

No mês de julho tiro uns dias no Barreiro,
Encilhando a cavalhada desde a aurora.
De tardezita, largo os maulas no potreiro,
Porque à noite sei que tem baile pachola.

Mês de setembro tem pealo na São Carlos,
Como me agrada uma lida de mangueira.
Ver o Biraldo pealando de sobre-lombo
E o tio João sorrindo de boca inteira.

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