Quando Toco Um Chamamé – Luiz Carlos Borges


6ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – SC – 2016.

QUANDO TOCO UM CHAMAMÉ

Letra: João Sampaio
Música: Luiz Carlos Borges
Intérprete: Luiz Carlos Borges

Quando eu toco um chamamé, sinto “olores” de romãs
Manhãs de pampas “lejanas” pintadas de picumãs
Berros de touros peleando junto com cantos de rãs
Quando eu toco um chamamé, sinto “olores” de romãs.

Quando eu toco um chamamé, “vuelvo al pago del ayer”
Cordeono dentro de mim tudo o que eu não pude ser
O tempo que já vivi e o que falta recorrer
Quando eu toco um chamamé, “vuelvo al pago del ayer”.

Quando eu toco um chamamé, minha alma sabe o tom
Sinto eflúvios d’outro mundo muito melhor do que bom
E meu coração parece bater dentro do acordeon
Quando eu toco um chamamé, minha alma sabe o tom.

Quando eu toco um chamamé é certo que solto um grito
Me sinto um pajé de antanho e enfrento o mundo sólito
Feito um pássaro de fogo na órbita do infinito
Quando eu toco um chamamé é certo que solto um grito.

Quando eu toco um chamamé, molho o vidro da retina
Acendo um braseiro n’alma e uma luz me ilumina
“Me quedo de ojo estraviao, asi con piel de gallina”
Quando eu toco um chamamé, molho o vidro da retina.

Cada vez que abro a cordeona, sem querer viro uma cruz
E se canto um chamamé, céu e terra viram luz
Fico igual um duende antigo parecido com Jesus
Cada vez que abro a cordeona, sem querer viro uma cruz.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s