Marcas de Campo – Fabrício Marques, Raineri Spohr e Fabiano Bacchieri


4ª Bicuíra da Canção Nativa – Rio Grande – RS – 2008.

MARCAS DE CAMPO

Letra: Fabrício Marques e Lisandro Amaral
Música: Cristian Camargo
Intérprete: Fabrício Marques, Raineri Spohr e Fabiano Bacchieri

Feito quem cansa do escuro
E busca luz pras restinas,
Um galo ascende seu canto
E apaga a noite sulina.
Se vão gaúchos ao trote
Na sesmaria comprida,
Deixando o fogão e mate,
Pegando as rédeas da vida.

Três campeiros na invernada,
Doze cascos marcando o chão,
Cinco ovelheiros de guarda,
Pra todos mesma missão.
O gado vem na mangueira,
Esporas calam estribos,
O laço cerra “nos pulso”
E a marca mostra o motivo.

O ferro antigo da estância
Copiando a cor do braseiro,
Ausenta o fogo de chão
Pra aquerenciar-se no pêlo.
Marcando a posse de alguém
Que não tombou na distância,
Também braseiro no sangue,
Igual a marca da estância.

O tempo nos marca forte
Ao largo passo da estrada,
Amigos e amores passam,
Saudades ficam timbradas.
E até um touro ajoelha
Retendo a fúria contida,
O campo bebe o sangue
E marca o fim de uma vida.

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