Quando Se Floreia um Romance – César Passarinho


17ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 1997.

QUANDO SE FLOREIA UM ROMANCE

Letra: Severino Moreira
Música: Marcus Dias
Intérprete: César Passarinho

Quero nos olhos um clarão da lua cheia,
Pois lua nova não me trás inspirações
Pra arrebanhar minha tropilha de sonhos
E cepilhar a mais bonita das canções.

Vou dá-lhe boca debaixo de uma janela
Onde a mais bela chinoquinha vem olhar,
Ver o remanso que têm os olhos dela
Onde a boieira sorrateira vem nadar.

Sentir de perto o cheiro da maçanilha
Que s’enforquilha sobre o lombo do vento,
Beber anseios no orvalho que rebrilha
Água mais doce pra sede dos sentimentos.

Almas se encontram no elo de uma porfia
Que principia o recital de uma paixão,
Promessa muda me responde a poesia
E serve o pasto pra fome do coração.

Porfia xucra doutrinada pela vida
Trás refletidas coisas que a alma sente,
“Perde a boca” uma paixão reprimida
E o coração vai falando pela gente.

De nada vale a pobreza de argumentos,
Neste momento o instinto vale mais,
Rimas trançadas como manojos de tentos
Pra sujeitar os corcóvos mais baguais.

O querer bem sobrepõe ao preconceito
De que no peito de um bagual não tem querer,
São flagelados os tais argumentos feitos,
Mas nunca faltam outras formas de dizer.

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