Floreadita, Cruz de Fole – Edilberto Bergamo


16º Sinuelo da Canção Nativa – São Sepé – RS – 2018.

FLOREADITA, CRUZ DE FOLE

Letra: Xirú Antunes
Melodia: Edilberto Bérgamo
Intérprete: Edilberto Bérgamo

Tem mamangava zunindo,
“Querosena” derramado
Guarda relinchos de potro,
Dos setembros retovados

Irapuãs fazendo carga,
na floração das carquejas,
picadas, passos escuros,
no rumo das serenatas.

As alças de couro cru,
cinchador de melodias,
Trazem a velha porfia,
dos primeiros rancherios.

Chordionita de botão
Justifica o coração
Que sempre esteve atrás dela,
Melodiando a tradição.

Coração largo de pampa,
De minuanos gelados,
Intempéries e mormaços,
E bailongos de galpão.

Entre valseados antigos,
Mazurcas , polcas, tiranas,
Tem a memória do tempo,
Dos genuinos rincões.

Tem bênçãos de serenais,
Das rondas de luar redondo,
Picumã de algum rancho,
Pulverizado entre o fole.

Estes bocejos de acordes,
Que distraem a sonolência,
Reverberam as querências,
Que cansaste de cantar.

E vive a choramingar,
na semeadura do neto,
descobriu teu universo,
e não para de tocar.

E o velho Avô ao olhar,
suspira de alma branca,
pois sente que a cordeona,
seguira sempre a sonar.

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