Quando os Clarins Relincharam – Duo Salamanca e Marcelo Oliveira


1ª Galponeira de Bagé – Bagé – RS – 2004.

QUANDO OS CLARINS RELINCHARAM

Letra: Guilherme Collares
Música: Guilherme Collares
Intérpretes: Duo Salamanca e Marcelo Oliveira

Quando os clarins relincharam
E os cascos tocaram os bombos do chão
Muitas taquaras deixaram
De ser paz nos campos pra ser guerra em mãos

Quando as adagas riscaram
Gargantas de bravos e o sangue escorreu
Ficaram marcas no couro
Da história de um povo que não se perdeu

Marcas de um tempo que não volta mais
Quando fui tigre na pampa
E cargas de lanças marcaram meu fim
Quando os clarins relincharam
Tocando “a degüello”, chamando por mim

“Em cada lança certeira
Que sangrou algum cavalo
Em cada tombo de pealo
Num mangueirão de degola
Mais uma marca na história
Num frio resvaloso e exangue
Em cada talho que entangue
Salta mais forte esse brado
Nas goelas dos degolados
Em estertores de sangue”

Quando os clarins relincharam
E os cascos tronaram,braniram canhões
Muitos caudilhos planaram
Nas asas dos ponchos por seus batalhões

Quando as três bolas voaram
E as sogas ataram algum que correu
Mais uma cruz na canhada
Lembrança dos sonhos de alguém que morreu.

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