Das Quatro Luas – Miguel Marques e Jorge Guedes


18ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – 1998.

DAS QUATRO LUAS

Letra: Jorge Nicola Prado
Música: Jorge Nicola Prado
Intérpretes: Miguel Marques e Jorge Guedes

Quarteada de quatro luas
Ronda meu céu missioneiro,
Mal comparando, parceiro,
Tem fases tal qual a vida,
Hora curta, hora comprida…
Basta pensar com tenência,
Essa cruzada terrena
Tem canto e tem cantilena
Conforme cada experiência.

Floresce a nova e, de fato,
Deixa o índio desinquieto,
Se desdobra o alfabeto
Pra um mundo desconhecido,
Por curioso é que me envido,
Qual um potro na flexilha…
Entre o medo e a coragem
Quero beber da paisagem
Até cinchar a presilha.

Crescente, verde esperança,
Tempo de paz e conflito,
Se o corcovear “taludito”
Dá testemunho de raça.
Dia vem e dia passa
De um jeito assim, como assim…
Indago meu próprio rumo
Bolindo esporas no aprumo,
Desses caminhos de mim.

A cheia traz plenitude…
É luz, é grão, é cabeça!
Que nunda desapareça
A gana de andar além,
O sonho não se contém,
São impulsos do vivente…
Mesmo em chão bem preparado,
Só terá cacho gramado
Quem plantar boa semente.

O sangue deixa sereno
No tranquito de vaqueano,
Te retempera o tutano
Dos invernos que vivi,
Na minguante o que aprendi
É o jeito de ser feliz,
De reza e de simpatia
De reza e de simpatia…
Só envelhece em harmonia
Quem aprofunda raíz.

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