Um Tal de Mário Cuiudo – Nenito Sarturi, Antônio Gringo e Os Quatro Ventos


12ª Gauderiada da Canção Gaúcha – Rosário do Sul – RS – 1994.
Composição premiada com o Terceiro Lugar e Música Mais Popular.

UM TAL DE MÁRIO CUIUDO

Letra: Nenito Sarturi e Fermínio Vargas
Música: Sérgio Rosa e Antônio Gringo
Intérpretes: Nenito Sarturi, Antônio Gringo e Os Quatro Ventos

“Houve um grande reboliço
Na zona do Meretrício
E um tal de Mário Cuiudo
Fez o maior estropício!
Entrou chinaredo adentro,
Esquecendo ‘as amizade’,
Afastou as moças do centro
E desceu o mango à vontade!”

A cordeona fez um breque
E o violão parou de soco!
O Mário foi dando ‘as ordem’
Pra o macheriu no sufoco:
— É a polícia, pataqüeros!
Abriu-se um clarão na pista
E acenderam-se os candeeiros
Pra “móde” fazer a revista!

Guarda noturno de ofício,
Com pinta de delegado;
Jeito rude e fala franca;
Chapéu na testa tapeado!
Quem não viu, conhece a fama
Daquele ancião legendário
Que se impôs pelo respeito
E fez história em Rosário.

Pras bandas do Meretrício,
Acredite quem quiser,
Ainda ouço ecoando
A voz do Mário Xavier!
Hoje troca de querência
Quem não largar ‘dos talher’!

Lembro da nega Iracema
Rumbeando à delegacia,
Trasnformo a saudade em poema
Com os versos que ele dizia:
— Dos ‘fio’ que a minha mãe teve,
Eu sou dos mais infeliz,
Pois “avivo” abandonado
Que nem filho de perdiz!

— Sentei pra sala em Santana
– Meu velho destacamento
E ‘as própria folha da alvres’
Eram meu “entertimento”…
Erra o rico, erra o pobre,
Erra o mais civilizado,
Não erra o Jobe Lorega,
Porque é um índio “perparado”!

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