Na Ponta dos Dedos – Marco Aurélio Vasconcellos


23ª Califórnia da Canção Nativa do RS – Uruguaiana – RS – 1993.*

NA PONTA DOS DEDOS

Letra: Mauro Moraes
Melodia: Mauro Moraes
Intérprete: Marco Aurélio Vasconcellos

Repentinamente a dor me pealou,
me molestou os olhos;
apressadamente o violão se amigou
foi me pedindo colo.

Cantador de vida brejeira
não canta besteira, nem charla em vão,
manuseia os apegos da fala,
espera a volteada alçar de função.

Cautelosamente o mal me embretou,
me desalmando o chasque;
tinha umedecido as léguas do grão,
lavando a dor do mate.

Cancioneiro de prosa caseira
não culpa as ovelhas dos males que têm,
faz seus versos rodeado de amigos
e educa os ouvidos no canto de alguém.

Violão veiaco eu quase me mato
te amando, parceiro…
Faz de conta que nesta milonga
a vida se alonga na ponta dos dedos.

Prazeirosamente o tempo amansou,
foi me sovando as botas;
veio me tentiando o lenço e o chapéu
e uns troços que se gosta.

Quisera ter podido dormir a cavalo
e fazer-me esquecer;
silencioso com a minha silhueta,
rondando as fronteiras do meu bem-querer.

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