Terrunho – Adair de Freitas e Cristiano Fantinel


16º Acampamento da Canção Nativa – Campo Bom – RS – 2017.

TERRUNHO

Letra: Carlos Eduardo Nunes
Melodia: Ezequiel da Rosa
Intérpretes: Adair de Freitas e Cristiano Fantinel

Essa terra onde piso
Já foi, por muitos, pisada…
Cruzaram bois e cavalos,
Tropas, carretas cansadas.

Uma legenda na estrada
Que a poeira confidenciou,
Escrita a cada pegada,
Mas que ao baixar se apagou.

Mesmo caindo por terra,
Teve memória guardad
Em livros e poesias
Nos causos da peonada.

Se hoje falo de um tempo,
No qual não fui testemunho
É porque a história de um povo
Nos fez e nos faz terrunhos…

…Terrunho é o meu verso
Por ser da terra o pranto,
Lacrimejando a garganta,
Terrunho é o meu canto…

Nessa terra aonde piso,
Deixo meu rastro na estrada,
Embora o tempo lhe apague
Será, por outros, pisada…

Continuarão a jornada
Onde, aqui marco meus passos
Desenhando o mesmo rumo,
Pintado em novos traços.

E ao remoçar os caminhos
Irão guiados no lume
Da luz que vem de a cavalo
Acesa aos velhos costumes.

Entre o passado e o futuro,
Hoje, deixo num rascunho
De onde vem o sentido
Meu e de outros terrunhos…

…Terrunho é o canto nativo
Que pela voz se eterniza,
Terrunho é todo o homem
Que honra o chão onde pisa…

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