Lenha – Daniel Cavalheiro, Robson Garcia e Juliano Moreno


14º Acampamento da Canção Nativa – Campo Bom – RS – 2015.

LENHA

Letra: Zeca Alvaes e Robson Garcia
Música: Daniel Cavalheiro
Intérpretes: Daniel Cavalheiro, Robson Garcia e Juliano Moreno

A lenha que vai pra o fogo e aquece as madrugadas,
Por certo um dia foi sombra, n’algum fundão de invernada…
– Ou quem sabe nas picadas, donde se abriram caminhos,
Tenha sido pouso certo pra o viver de um passarinho.

A mesma lenha que o fogo aquece o corpo no inverno,
Talvez desperte a consciência adormecida em seu cerno,
Do mesmo cerno antigo que se vê nos alambrados,
Se fez cabo de respeito pra o serviço do machado.

É como se a própria força que um cerne de lei detém
Servisse sem fazer conta, pra o descaso ir mais além,
Pois quando os olhos enxergam somente o que lhes convém
Vão perceber mesmo tarde a falta do que não vêm.

A mesma lenha cortada que a mão do tempo transforma
Renasce inteira – Em verdade, na dimensão de outras formas,
E tudo que bem parece vir com mais força do céu,
Foi semeado sobre a terra pra transcender o papel.

A lenha que vai pro fogo e aquece o corpo no inverno
Talvez desperte a consciência adormecida em seu cerno,
Pra refazer a esperança devolvendo a paz e a calma,
Findando o frio que habita os descaminhos da alma.

O fogo foi o principio da evolução – bem sabida
E há de seguir por conta ditando um rumo na vida,
Daí quem sabe os abrigos – Que viraram sombras ralas,
Se tornem mais que se pensa, e tantas vezes se fala.

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