Flor do Meu Posto – Marcelo Oliveira


2ª Canoa do Canto Nativo – Canoas – RS – 2003.

FLOR DO MEU POSTO

Letra: André Oliveira
Música: Marcelo Oliveira
Intérprete: Marrcelo Oliveira

Meu zaino repisa o rastro,
Atirando o freio, por gosto…
Avisto as luzes do posto,
Lá do passo da Restinga;
Reflete no espelho d’água
Duas estrelas desgarradas,
Que apontam o rumo ‘das casa’,
Lembrando os olhos da linda.

Reacendendo os meus sonnhos,
Estas estrelas são um candeeiro
Lumiando o rancho campeiro,
Feito de barro e capim,
Que se transforma em palácio
Na hora em que desencilho…
E n’outros olhos bebo o brilho
Da cor de mel de mirim.

Enfeitando o pastoreio
Na costa do banhadal,
És a flor do pajonal
Do meu rincão de posteiro.

Cevei as ânsias do ninho
Com cantilenas de basto,
Sorvendo o cheiro de pasto,
Junto aos murmúrios da sanga;
Cada tragada de fumo
Da palha seca amarela
Sentia os beijos dela
Com aromas de pitanga.

Lembrando a flor silvestre
Solitária dos pajonais
Outra beleza se esvai
Neste fundo, arrinconada…
É a linda flor do meu posto
Que, sorrindo da janela,
Consegue, ainda, ser mais bela
Que a xucra flor colorada.

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