Uma Milonga e Mais Nada – Marcelo Oliveira


8º Canto Farroupilha do Alegrete – RS – 2016.
Composição premiada com o Terceiro Lugar e Melhor Intérprete (Marcelo Oliveira).

UMA MILONGA E MAIS NADA

Letra: Filipe Corso
Melodia: Cristian Camargo
Intérprete: Marcelo Oliveira

Uma milonga e mais nada,
No baile lá do rincão,
Era o motivo que eu tinha
Pra pegar na tua mão.

Cheguei assim, de mansinho,
Como quem cuida um pecado
Pedindo um: Dança comigo?
Com o timbre encabulado.

Ganhei um sim tão baixinho
E nos olhamos de frente,
Buscando o passo pra dança,
Buscando amor, de repente.

Senti teu cheiro tão doce,
Igual mel de camoatim,
E o couro fino da mão
Tão liso qual um cetim.

E a tua voz de cordeona chorona
Me contestava carinho, baixinho,
E os olhos claros de lua crescente
Miravam os meus, pertinho.

E uma cadente de ciúmes quedou-se
E ganhou forma de flor no cabelo
Tu, no compasso do passo, da dança,
Junto aos meus braços com zelo.

Quando encostava o rostinho
E teu nome me contava,
Deixou marcado em batom
O lenço branco que usava.

Não faz mal a até foi bom
Pois, assim, levo pra mim
Tua boquinha de pitanga
E teu perfume de jasmim.

Mas ressentido é meu canto,
Pois foi a dança e mais nada,
Ao te deixar solitária
Em meio a sala, largada.

Mas foi o medo, minha linda,
Que me cessou o desejo
De te dar sim, por amante,
E ganhar não por um beijo.

Uma milonga e mais nada
É o meu motivo de agora,
Pois me envergonha o silêncio
Que te ofertei outra hora.

Além da mão, eu te quero,
Pra te jurar com confiança,
O meu amor bailarino
Pra continuarmos a dança.

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